Um Pequeno Ser
Ele que vê, sobrevoando o seu céu
Um pássara chamado solidão
À sua volta apenas cactos, erosões, ossos
Ali onde houve vida e alegria,
Ali onde fora um jardim,
Nem mesmo os espinhos das rosas restaram
Ele já viu essa cena outras vezes
E nesse teatro representado pela vida
Existem dias bons e ruins
E que importa se ao seu redor tudo é morte?
Se ele traz em si a vida,
Se ele ainda pode sonhar
Com seus braços, ainda que fracos
E com a graça dada
Por aquele que fôlego também o deu
Ele assim sabe que pode lutar, regar esse deserto
E se isso fosse muito para tão pequeno ser
Esperaria em pé, firmado na rocha.

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